Nossa Vida,Além-Mar


SOFIA, A FIGURINHA

É sexta-feira à noite, sao 23:20, estou aqui na sala escrevendo esse post e consigo ouvir o som que vem lá do quarto, de um dedinho sendo chupado por uma guriazinha...  sim ela ainda chupa no dedo, no início me preocupei, mas depois que o pediatra disse: “Pech gehabt! Nichts zu tun...” ( traducao: É azar, nao há o que fazer) relaxei pois ela só chupa para dormir, agarrada numa almofadinha “encardida”. Andei lendo sobre o assunto e confirmei minhas suspeitas de que quanto mais tentarmos impedí-la, mais reforcaremos o hábito, entao deixa prá lá e afinal de contas como diz o Vi, ela fica tao fofinha chupando aquele dedinho!

O Gudo foi pro quarto com ela agora e ela já fugiu duas vezes da caminha e veio aqui comigo, eu nao sei porque “cargas d’água” mas os bercos daqui tem duas grades removíveis, pela própria crianca diga-se de passagem, pois a Sofia já descobriu há algum tempo que pode fugir por ali. Ela chega aqui me abanando com a mao e diz: -Oiêêêê!!! Mas agora parece que sossegou, já estou aqui há uns 10 minutos sem ouvir um “oiêêê”!!!

Eu andava até meio “frustrada” (preocupada nao, porque sei que é normal) achando que ela estava falando pouco para um ano e quase 4 meses, mas nessa última semana deu pra repetir tudo o que falamos, entao acho que daqui pra frente vai virar uma tagarela! Aliás tagarela ela já é, mas em sua própria língua na qual também “canta” que é uma beleza! Com sentido e espontaneamente ela fala, entre outros monossílabos, esse “oieêê”, “Mae ou mamae” e “Pa ou papae”, mas nao sempre, às vezes parece que ela faz de propósito e “esquece” quando pedimos pra falar. O Mano é “Man”, bola é “Bo”, balao é “Ba”, “Água” ela diz bem certinho, os sons dos animais já imita há um bom tempo, e hoje ela me mostrou o prato vazio e disse “ Aboooo”, eu nao entendi e ela fez o gesto com as maos “Aboooo”, aí eu descobri: “Acabou”, o pao tinha acabado!

Imita o Victor em tudo, hoje ficamos observando no jantar, o Vi fazia um gesto como cruzar as maos atrás da cabeca e ela tentava fazer igual, assim como tudo o que ele fazia. Já sabe para que serve a maioria das coisas: celular, controle remoto, mini-game fica lá apertando com os dedinhos como se estivesse jogando e ontem ela pegou o microfone e ficava tentando enfiar ao lado no laptop, pois é assim que fazemos quando falamos pelo Skipe, é incrível como ela observa e tenta fazer tudo o que fazemos.

Como é delicioso acompanhar o desenvolvimento de uma crianca, às vezes eu fico um tempao só observando como ela brinca, como reage, eu agradeco à Deus todas as noites por ter tido mesmo meio que “acidentalmente” a oportunidade de viver tudo isso de novo. Agora que o Vi nao curte mais programas e músicas para bebês, eu e o Gudo estamos tendo a chance de aproveitar tudo outra vez, jogá-la pro alto, fazer cosquinha, brincar de “corre-que-eu-vou-te-pegar”, de “ué-cadê-a-Sofia?”... Ah, que mais que eu quero da vida? Acho que já disse isso antes, né?

 

Aqui dois videozinhos com ela, o primeiro "bailando" numa festa de latinos, ela danca muito, mas nunca consigo filmar, mas já dá pra ter uma idéia do rebolado (o Victor aparece no final)! E o segundo é pra recordar, nós ainda na cama do parto (normal), a primeira aparicao em vídeo:

 

Clique aqui:  http://br.youtube.com/watch?v=Chy5mCdxlps

 

E depois aqui: http://br.youtube.com/watch?v=o8e2RDFDwag

 

Beijos, bom final de semana e início de nova pra vocês!

 

 

 

 

 

 

  

 



Escrito por Gi

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DESABAFO DE UMA “NAO” DESPATRIADA

Uma das coisas que realmente me chateiam é ter que explicar O PORQUÊ de querer voltar para o Brasil, domingo ainda uma vizinha que é da Eritréa (África), ficou com aquele ar de pena quando comentei que no final de novembro estaríamos indo embora e perguntou: "Mas vocês nao podem ficar?" E eu respondi: "Mas nós NAO QUEREMOS ficar!" Muitos brasileiros também já me fizeram essa pergunta...

Já me peguei pensando nisso algumas vezes, na verdade “temos” que voltar porque nossa bolsa é da CAPES e o governo exige que o Gudo fique no Brasil os mesmos quase quatro anos de bolsa recebidos aqui, ele nao precisa trabalhar sem remuneracao e nem devolver nada, mas deve viver no país. Mas é claro que se ele quisesse ficar daria um jeitinho, conseguiria uma posicao de pós-doc, assim como algumas pessoas que eu conheco aqui que estao “enrolando” a CAPES ou o CNPq há anos e nao voltaram para o Brasil.

Entao por que será que eu quero (todos queremos) voltar? Eu quero voltar porque eu nao sou órfa de pátria nao, eu tenho um país, eu nao preciso ficar aqui sendo eternamente chamada de estrangeira e tendo meus costumes - como por exemplo sorrir ao dar bom dia ou cantar passeando com as criancas na rua, ou até mesmo balancar o corpo ao som de uma música - sendo vistos como aberracoes. Outro dia  uma amiga brasileira me disse: "A Gi ainda balanca o corpo ao ouvir música, eu já nem faco mais isso pra nao ficarem me olhando atravessado!"

Para mim isso é perder a identidade, a pessoa se transformar no que nao é, pra quê?  Muitas brasileiras que eu conheco aqui tem depressao, vale a pena isso? Pra mim nao, respeito quem acha que vale, para algumas pessoas aqui é realmente melhor (ou no caso de quem é casada com alemao, porque ai entra o sentimento em questao e por amor vale tudo, nao?) mas nao venha tentar me convencer que seria melhor para mim e para minha família também.

Eu adoro viajar, conhecer lugares e pessoas diferentes e nao me arrependo de forma alguma de ter vindo para cá, aprendi muito, mas sabia que tinha data marcada para voltar, agora ficar aqui pra vida toda, numa cultura tao diferente da minha (no seu caso é diferente Bia, ir para outro país da América Latina é outra história). Eu tenho muito respeito e até mesmo admiracao por muitos alemaes que conheci aqui, mas me identificar, me sentir em casa, nunca!

Como já falei em outro post, talvez eu queira voltar porque eu venho de uma cidade pequena na Regiao Sul do Brasil, sem muita violência ou trânsito estressante, com uma qualidade de vida semelhante a que tenho aqui, quem sabe... Eu só sei que QUERO voltar. Se eu vou me REadaptar, e por quanto tempo vou ficar, nao sei... mas PRECISO voltar a me sentir EM CASA!

 

Beijo pra vocês,

 



Escrito por Gi

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PASSADINHA RÁPIDA E MEME

Final de semana maluco, mas tudo de bom! A família do Bernardo veio de Hamburgo nos visitar, estou exausta mas feliz, é tao bom rever amigos! Nesses quase quatro anos convivemos tanto que parecemos da mesma família, tanto que ao chegar em Hamburgo eles ligam pra dizer que chegaram bem, como os meus tios ou os meus irmaos fazem com a minha mae. É uma sensacao legal, saber que tem alguém que se importa e que você pode contar quando precisar, essa família vai estar pra sempre no meu coracao e o melhor de tudo é que há uma grande possibilidade de eles irem morar em Porto Alegre no ano que vem!

 

Entao, totalmente cansada e sem inspiracao, hoje só vou cumprir um MEME que a minha amiga Samantha ( http://samanthashiraishi.wordpress.com/ ) me passou:

Este meme consiste em pegar o primeiro livro que você encontrar à sua frente, abrir na página 161, procurar e postar em seu blog a 5ª frase completa e repassar para outros 5 blogs.

Bem, como eu tenho à minha frente muitos livros técnicos em inglês e alemao, resolvi fazer do primeiro livro em português que me viesse à cabeca. Entao lembrei do livro “Criando Meninos” do Steve Biddulph (ed. Fundamento) e a quinta frase completa da página 161 diz assim:

“ Sem a comunidade - redes de adultos comprometidos com a consciência de cuidar dos filhos uns dos outros – a adolescência pode falhar em ser um estágio na vida.”

Eu particularmente gosto muito desse livro, ele cita aspectos do desenvolvimento de um menino sobre os quais eu nunca tinha lido antes, dá dicas de como orientá-los desde bebês até o fim da adolescência, a importância do pai ou de uma outra figura masculina, o papel da mae, do professor, etc.

Bem, eu pensei em 5 leitoras que pudessem fazer, mas as minhas amigas blogueiras andam tao atarefadas ultimamente que eu vou listar mais de 5 e faz quem quiser e puder, OK?

Marlene- já voltou de Sao Paulo?

Sela- continua com problemas com a net?

KK- cadê você!? Espero que esteja tudo bem com você e com a Eloah!

Bia- muito stress com a mudanca!?

Andressa- como vao os preparativos pro seu niver?

Vanessa- outra sumida, hehehe! Tudo bem com você e a Duda!?

Graziela- será que o Nicolas já chegou?

Sigrid- e os preparativos pro niver da Giu? Que fofa!!!

Dayse- estudando bastante!?

Simone (mae do Gabriel)- alguém já te passou esse meme?

Bem, é isso, faz quem quer, tá?

Muitos beijos e boa semana,

Gi

 



Escrito por Gi

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Nossa História

Sou Gisele
36 anos, sagitariana, gaúcha
Graduada em Letras e pós-graduada em Língua Portuguesa
Mas nos últimos 10 anos tenho ensinado inglês e para isso me aperfeiçoado constantemente nessa área.
Sou um “amor de pessoa” quando não estou cansada
irritada ou com os hormônios alterados.
Em 1994 comecei a namorar o Valdir (Gudo)
34 anos, catarinense, canceriano
Hoje biólogo fazendo doutorado aqui na Alemanha
Onde moramos há 3 anos.
Um cara muito gente boa que só
eu consigo tirar do sério.


Após 6 anos de namoro resolvemos morar juntos
(só casamos de verdade em 2003)
Um ano depois, no dia 25.04.2001
o Victor chegou pra quebrar a monotonia
um menino muito inteligente que se alfabetizou aos 4 anos
em duas línguas e por esse motivo iniciou a primeira série
um ano antes do que a maioria de seus coleguinhas.
Além disso é um menino muito carinhoso
espirituoso e lindo!!!
(sou mae dele, né?).
Viemos pra Alemanha
atrás de um sonho:
nos aperfeiçoarmos em nossas áreas
e conhecermos outras culturas.
Conseguimos o que queríamos e mais um bônus:


Uma princesinha chamada Sofia
Que chegou no dia 01.07.2006
bem no dia do aniversário do pai dela
brasileirinha legítima apesar
de ter nascido na Alemanha.
Doidinha doidinha
que apesar de nos deixar exaustos no fim do dia
completa nossa felicidade.

Juntos somos a família Soares Stefenon
Que adora conhecer lugares novos
Mas não vê a hora de dezembro de 2007
Chegar pra finalmente voltarmos pra nossa “pátria amada e
idolatrada Brasil”!




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