Nossa Vida,Além-Mar


PODE???? (só pra descontrair)

Enquanto isso no “Lar-doce-Lar” dos Soares Stefenon...

(alguém já disse isso, será que foi você Cica (www.cissinha.de)? Ah, “egal”, tô plagiando mas avisei!)

 

Hoje ao acordar contei pro Gudo e pro Victor um sonho que eu tive:

 

eu estava na casa da minha mae e queria fazer algo para comer, aí enxerguei umas bananas na fruteira e resolvi fazer uma vitamina, olhei em volta e vi que tinha muita gente, entao perguntei se as bananas seriam suficientes. Foi aí que minha mae abriu uma caixa e havia um cacho enorme de bananas dentro dela.

 

Aí eu perguntei para o Gudo: “O quê será que significa sonhar com bananas?”

E o Gudo: “Brasil! Você estava pensando que logo estará no Brasil!”

E o Vi: “Eu acho que significa que você comeu banana demais, aí soltou pum que foi para o teu ouvido, do ouvido para o cérebro e aí você sonhou com bananas!”

PODE??? Como dizia meu pai: “E o diabo do respeito onde é que fica?”

Bom, pelo menos ele acha que solto “puns inodoros”, porque foi para o ouvido!

 

Mais tarde...

 

-Mae, você e o pai nao podem se separar nunca, porque se nenhum de vocês é alcoólatra ou drogado, entao quem é que vai ficar comigo e com a Sofia? (????????)

 

Bem, para quem nao entendeu o raciocínio, um dia ele ouviu na TV que a Britney Spears tinha perdido a guarda das criancas para o marido porque ela bebia demais e consumia drogas, entao ele pensou: o juiz nao vai conseguir decidir para quem nos dar, porque nem o pai, nem a mae tem problemas com álcool ou drogas!   

SOCORRO!!!

 

E a irma dele, nao menos doidinha: eu estava em meus afazeres domésticos quando ouvi o choro dela, fui ver ela estava tentando desesperadamente abrir a lavadora de roupas (a minha é daquelas que tem uma janelinha na frente). Achei estranho porque apesar de às vezes ela ficar olhando a roupa girar e até dancar com o barulho da máquina, nunca tinha tentado abrir e muito menos chorado! Foi aí que percebi o motivo: eu tinha posto a capa da almofadinha que ela tanto ama e chupa o dedo segurando, para lavar e ela tentava, aos prantos, pegá-la! Entao tentei explicar, mas nao adiantou, até que lembrei que havia uma capa de coberta com a mesma estampa, dei a ela que finalmente se conformou!

 

Em tempo: alguém sabe o que significa sonhar com bananas? Mas nao se esquecam de que este é um blog de família!!!

 

Beijinhos pra vocês!



Escrito por Gi

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AH, SE NOSSAS BICICLETAS FALASSEM...

Nao tínhamos mais nada além de nossos empregos, um carro e uma casinha, a qual havíamos acabado de quitar o financiamento pela Caixa, quando o Gudo conseguiu a bolsa de estudos para a Alemanha. Minha amiga portuguesa que já havia passado uns tempos por essas bandas, me “garantiu” que aquele valor da bolsa era muito baixo para o custo de vida daqui. Mas mesmo assim viemos, com a cara, a coragem e um filho de três anos na bagagem.

Mais tarde acabaríamos por descobrir que daria para vivermos tranqüilamente, sem viagens pela Europa, restaurantes chiques ou roupas de grife, mas com tudo o que precisávamos e ainda visitas a museus, idas ao cinema (esporadicamente ao teatro), parques de diversoes, piscinas “in” e “outdoor”, até mesmo algumas viagens curtas pela Alemanha e ainda sobrava um pouco para comprarmos livros e pagar aulas de piano e natacao para o Victor. A Sofia “se pagou” (rs...) pela quantia a mais que passamos a receber depois que ela nasceu.

Viemos com um objetivo que nao incluia luxos, nem turismo e muito menos “juntar” dinheiro e foi isso que nos manteve firmes nesses quase quatro anos. Decidimos também nao ter carro por causa do preco da carteira (a brasileira só vale por seis meses), dos impostos e combustível (o carro é o menos caro).

Por conta disso, alguns momentos foram especialmente complicados, situacoes pelas quais nunca imaginei passar, como sair grávida de bicicleta na escuridao da madrugada, debaixo de neve, para a estacao de trem quando fazia o mestrado, morrendo de medo de cair por causa do gelo e “machucar” o bebê.

Mas difícil mesmo foi o dia em que o Vi queimou as palmas das maos, queimaduras de segundo grau, e o Gudo teve de levá-lo ao hospital numa noite muito fria, de BICICLETA. Nao adiantava chamar um taxi porque o hospital fica perto da nossa casa, uns dez minutos a pé, mas mesmo assim, ver seu filho gritando de dor e indo para o hospital na cadeirinha de uma bicicleta, na neve!!! Minha aflicao foi ainda maior porque nao pude ir junto por causa da Sofia. Mas momentos como este me fizeram aprender muito, quantas pessoas enfrentam situacoes muito piores do que esta a vida toda por falta de dinheiro?

Entretanto andar de bicicleta na Alemanha nao é o mesmo que no Brasil, pois aqui há toda a infra-estrutura necessária para tal como ciclovias por toda a cidade, sinalizacao, estacionamento, lugar no ônibus e no trem. Além do mais, a bicicleta também nos proporcionou momentos divertidos, como as idas ao supermercado em que eu voltava com uma cesta na frente e outra atrás cheinhas de compras e o Victor vinha espremido por uma mochila igualmente cheia na cadeirinha da bicicleta do Gudo. Era o Vi também quem trazia o pacotao de papel higiênico no colo (rs...). E houve a vez em que demos de cara com uma blitz de bikes, justamente quando estávamos na contramao (sem saber)!!! Dessa vez escapamos da multa, mas num outro dia o Gudo teve que pagar 10 euros por estar sem a luz dianteira que tinha acabado de queimar. Fazíamos tudo de bicicleta, nem nos passava pela cabeca pegar um ônibus ou taxi.

Depois que a Sofia nasceu passei a andar mais a pé, pois prefiro que ela vá mais confortavelmente no carrinho. E desde o dia em que ela, na cadeirinha com o Gudo andando, arrancou o próprio capacete e jogou no chao, desisti de vez. Mas sinto falta da sensacao de liberdade, do vento (apesar de muitas vezes gelado) batendo no rosto, de voltar a me sentir com doze anos e dando “a volta na quadra” com a bike da minha prima, lá em Vacaria...

É, o que até agora fazia parte do presente já está se juntando às memórias do passado...

 

Uma boa semana pra vocês!

 

P.S.: Se você ainda nao viu as fotos novas, tem um link logo aqui abaixo, no “flash” post anterior, dá uma olhadinha lá vai!



Escrito por Gi

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Nossa História

Sou Gisele
36 anos, sagitariana, gaúcha
Graduada em Letras e pós-graduada em Língua Portuguesa
Mas nos últimos 10 anos tenho ensinado inglês e para isso me aperfeiçoado constantemente nessa área.
Sou um “amor de pessoa” quando não estou cansada
irritada ou com os hormônios alterados.
Em 1994 comecei a namorar o Valdir (Gudo)
34 anos, catarinense, canceriano
Hoje biólogo fazendo doutorado aqui na Alemanha
Onde moramos há 3 anos.
Um cara muito gente boa que só
eu consigo tirar do sério.


Após 6 anos de namoro resolvemos morar juntos
(só casamos de verdade em 2003)
Um ano depois, no dia 25.04.2001
o Victor chegou pra quebrar a monotonia
um menino muito inteligente que se alfabetizou aos 4 anos
em duas línguas e por esse motivo iniciou a primeira série
um ano antes do que a maioria de seus coleguinhas.
Além disso é um menino muito carinhoso
espirituoso e lindo!!!
(sou mae dele, né?).
Viemos pra Alemanha
atrás de um sonho:
nos aperfeiçoarmos em nossas áreas
e conhecermos outras culturas.
Conseguimos o que queríamos e mais um bônus:


Uma princesinha chamada Sofia
Que chegou no dia 01.07.2006
bem no dia do aniversário do pai dela
brasileirinha legítima apesar
de ter nascido na Alemanha.
Doidinha doidinha
que apesar de nos deixar exaustos no fim do dia
completa nossa felicidade.

Juntos somos a família Soares Stefenon
Que adora conhecer lugares novos
Mas não vê a hora de dezembro de 2007
Chegar pra finalmente voltarmos pra nossa “pátria amada e
idolatrada Brasil”!




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